Projeto "Quarentine" incentiva produção e venda online de obras

O projeto "Quarantine" é uma iniciativa das artistas Lais Myrrha e Marilá Dardot, da curadora Cristiana Tejo e da fundadora da plataforma 55SP Julia Morelli, e surge da atenta reflexão sobre os grandes desafios que o mundo enfrenta devido à pandemia da Covid-19 e mais especificamente do seu impacto no campo das artes visuais no Brasil.


A crise atual tem reforçado a importância da cooperação entre todos e da redistribuição mínima de condições materiais como possibilidades de sua superação. Sem a ação coletiva não há solução. Esta situação sem precedentes na história recente mundial tem convidado-nos a repensar estilos de vida, alianças, formas de contribuição e maneiras de atuação profissional.

Diante deste contexto de incertezas e de interrupção do cotidiano, o grupo propõe um experimento coletivo de re-imaginação de modelo econômico para as artes. Trata-se de uma espécie de cooperativa de artistas do Brasil, em que todos os trabalhos têm o mesmo preço e o que for vendido tem seu valor repartido igualmente entre os colaboradores. Uma cota extra foi criada para ser doada para o fundo emergencial de apoio às pessoas trans afetadas pela Covid-19 e assistidas pela Casa Chama, uma organização civil de ações socioculturais com foco em artistas transvestigêneres. Colaboram artistas de todas as regiões do país, momentos de trajetória, gêneros e raças que foram convidados a proporem trabalhos de acordo com as condições de quarentena (em casa, com os materiais e instrumentos disponíveis). As obras – desenhos, gravuras digitais, arte sonora, vídeos, fotos, textos, instruções etc – foram pensadas de modo que possam ser enviadas digitalmente e serem realizados (baixados, impressos e/ou executados) pelos compradores também em condições de quarentena.


Os trabalhos só serão visualizados pelas pessoas que os comprem.Os trabalhos podem ser adquiridos na Plataforma 55SP durante o período da quarentena no Brasil. O valor é de R$ 5 mil.