Pedro Varela apresenta projeto solo na ArtRio pela Luciana Caravello

Luciana Caravello Arte Contemporânea apresentará na ArtRio 2019 um projeto solo do artista Pedro Varela (Niterói, 1981. Vive e trabalha em Petrópolis), com sete colagens inéditas. As colagens são feitas com alfinetes, a partir de uma sobreposição de imagens vindas de diferentes fontes e também criadas pelo artista.

O Programa Solo da ArtRio é destinado a projetos expositivos com foco em importantes coleções de arte, e este ano é curado pela brasileira Sandra Hegedüs, radicada na França desde 1990, e que, pela primeira vez, será responsável por um setor em uma feira de arte em seu país natal, reforçando seus laços com o Brasil. Na próxima sexta-feira, dia 20, às 18h, haverá um bate-papo entre o artista e a curadora.

A série de colagens começou a ser desenvolvida por Pedro Varela em 2016, mas os trabalhos que serão apresentados na ArtRio se diferem bastante dos primeiros criados pelo artista. "Somente agora os trabalhos ganharam essa explosão de cores. O tema antes era histórico, agora o foco é uma paisagem mais atual, que inclui também as redes sociais, o espaço virtual", explica Varela.


Ao olhar de longe, tem-se a sensação de se tratar de uma única imagem. Ao se aproximar, no entanto, é possível ver as sobreposições. "Estes trabalhos apresentam uma variedade de pequenos desenhos que se completam para criar um grande panorama, que entendo como paisagem. Cada desenho funciona como um link para um assunto ou conceito determinado, ou simplesmente uma forma, explorando diferentes visualidades e possibilidades do desenho", afirma o artista, que ressalta que os fragmentos vão se desdobrando para o espectador como em um feed de notícias de uma rede social.


Nas imagens, há uma sobreposição de assuntos. Muitos desenhos retratam personagens existentes, outros são inventados pelo artista, assim como formas e memes, que tratam de questões existenciais e dramas da vida. Há frases criadas pelo artista e outras retiradas de letras de músicas e também de livros.


A ideia das colagens dentro de um painel emoldurado remete às caixas de insetos e as caixas de borboletas que fizeram parte da infância do artista na convivência com sua avó bióloga.

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