Musical "Cartas para Gonzaguinha" tem nova temporada no Rio

Depois do sucesso de público na temporada de estreia no Rio de Janeiro – e na viagem para Fortaleza –, o espetáculo "Cartas para Gonzaguinha – O Musical" retorna para a Cidade Maravilhosa. A nova temporada será em horário nobre: nas noites de sexta-feira, sábado e domingo, no Teatro Riachuelo, de 2 a 25 de agosto. A peça homenageia o poeta do povo brasileiro em uma história que tem como pano de fundo o Brasil no fim da ditadura militar. São 22 atores em cena, que cantam as inesquecíveis canções do compositor.

"Cartas para Gonzaguinha" é uma realização do Centro de Estudos e Formação em Teatro Musical (Ceftem). A direção e a direção de movimento são assinadas por Rafaela Amado, e a direção musical por João Bittencourt (que é idealizador do projeto). A cantora e filha de Gonzaguinha, Nanan Gonzaga, é responsável pela pesquisa e participa, também, como assistente geral. O texto é de Tiago Rocha.

A última apresentação em solo carioca foi no dia 1º de maio, Dia do Trabalho. O Teatro Riachuelo teve ocupação máxima na data, com mil pessoas na plateia. A ida do espetáculo para o Nordeste encantou o público, que tem forte conexão com o compositor e com o pai dele, Gonzagão. "Gonzaguinha fala ao coração do povo brasileiro, e nós esperamos que muitas outras pessoas possam vir ao nosso encontro no Rio", diz a diretora, Rafaela Amado.


Sobre a peça


O ano é 1981, e a retomada da democracia avança lentamente pelo País, ainda com forte repressão, principalmente à ação sindical. Em uma fábrica na cidade grande, os trabalhadores se empolgam com uma pergunta posta por Gonzaguinha na grande mídia: "O que é a vida?". As respostas mais criativas podem se tornar versos de uma nova música.

Os trabalhadores lutam para garantir o salário e, quem sabe, para levar para casa um pouco mais do que só o feijão. Mas um escândalo de corrupção envolvendo o dono da fábrica desestabiliza o negócio, e traz à tona o tão temido fantasma da demissão. Cumprindo horas extras não remuneradas, os operários se articulam. Alguns vão para o olho da rua, e outros podem encontrar um destino ainda mais trágico.


Em meio a essa luta e a condições precárias de trabalho (e de vida), resiste a possibilidade de refletir sobre o que é a vida. Cada um dos trabalhadores responde, por escrito, à pergunta: "o que é a vida para você?". Eles têm a esperança de serem escolhidos por Gonzaguinha, que sempre teve como matéria-prima de seu trabalho o ser humano em sua essência mais pura.


- Gonzaguinha era humano. Queremos trazer a simplicidade do olhar dele quando fala das pessoas do cotidiano - pontua o diretor musical João Bittencourt.


O Teatro Riachuelo fica na Rua do Passeio 38/40, no Centro. Os ingressos podem ser comprados pelo site do teatro.


Crédito: Marcelo Rodolfo