Marcelo Solá reconta a história do desenho em individual em Ipanema

A Luciana Caravello Arte Contemporânea, em Ipanema, terá todo seu espaço térreo ocupado pelo artista goiano Marcelo Solá, a partir desta quinta-feira, dia 21, com cerca de 20 desenhos inéditos, produzidos este ano. As obras são feitas em técnica mista e dão continuidade a uma pesquisa que o artista vem desenvolvendo há alguns anos sobre a história do desenho, com influências que vêm desde os tempos das cavernas, com a pintura rupestre, até os tempos atuais, com o grafite.

Os trabalhos de Marcelo Solá misturam muitas referências e têm muita influência da rua, não só do grafite, como também dos cartazes de propaganda. "Tem a ver com os muros das grandes cidades, com os cartazes nos muros, que vão se desgastando com o tempo e ao serem molhados pela chuva", diz o artista.

As obras são feitas com aquarela, tinta a óleo, lápis, spray. "Esses novos trabalhos trazem uma mistura de cores e de materiais, como aquarela com tinta a óleo, uma à base de água, outra à base de óleo, que são coisas que não se misturam, mas que tem dado um resultado bem interessante", acrescenta Solá.

Além disso, nesses novos trabalhos, a serigrafia, que o artista vinha utilizando de forma mais tímida, está mais evidente e ganha mais importância dentro da obra. Primeiro, o artista pensa em um desenho e o transforma em serigrafia. "A serigrafia é usada como base e vou trabalhando em cima dela, que em alguns momentos, quase desaparece, mas continua ali", explica.

As frases criadas pelo artista, que também já estavam presentes em trabalhos anteriores, ganham mais destaque nessas obras aos serem feitas com carimbo. "As frases te sugam para dentro do desenho e te levam para outras possibilidades de leitura", afirma o artista.


Marcelo Solá (Goiânia, 1971. Vive e trabalha em Goiânia) é um assíduo desenhista e se comunica principalmente por meio desta linguagem. Com mais de 20 anos de trajetória, já participou de importantes exposições no Instituto Tomie Ohtake, na Funarte, nos Museus de Arte Moderna do Rio de Janeiro e de São Paulo, no Centro Cultural São Paulo, no Festival de Cultura da Bélgica, na 25ª Bienal de São Paulo e no Drawing Center (Nova York).


Recebeu diversos prêmios, como a "Bolsa de Apoio a Pesquisa e Criação Artística", da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e duas vezes o "Prêmio Projéteis de Arte Contemporânea", da Funarte. Além disso, ainda participou de residências artísticas no Brasil e no exterior, como nos Estados Unidos, Canadá e Holanda.


A exposição poderá ser visitada até 13 de abril. A Luciana Caravello Arte Contemporânea fica na rua Barão de Jaguaripe 387, em Ipanema.


Fotos: divulgação