Hoje é dia do mecenas Maurício de Nassau e dos artistas Frans Post e Albert Eckhout em O Brasil Hola



Maurício de Nassau – O Brasil Holandês – Séc XVII

O conde Maurício de Nassau aportou em Pernambuco, em 23 de janeiro de 1637 e trouxe em sua comitiva, não um exército, mas uma verdadeira missão artística e científica, o que até hoje desperta a atenção dos estudiosos desse período. Ao chegar ao Brasil, o conde Maurício de Nassau-Siegen procurou imediatamente estabelecer a segurança da colônia holandesa, reunindo um exército capaz de afastar as tropas luso-brasileiras para o outro lado do Rio São Francisco, na Bahia. Maurício de Nassau estabeleceu na margem esquerda do Rio São Francisco o limite sul da conquista, o Forte Maurício na Vila do Penedo.

O conde de Nassau-Siegen estava pronto para se dedicar à tarefa de restabelecimento econômico da colônia, restaurando a indústria açucareira que, com o abandono dos engenhos pelos antigos proprietários luso-brasileiros e dos estragos causados pelas seguidas guerras, encontravam-se em ruínas. Em 1640, Portugal reconquista sua independência, com a expulsão dos Felipes da Espanha e a assunção ao trono do nobre João de Bragança, dessa forma D. João IV, procura desde cedo, retomar as relações de amizade com todas as potências inimigas da monarquia espanhola.

Em 12 de junho de 1641, Portugal celebra com a Holanda um Tratado de Aliança Defensiva e Ofensiva, porém, o Tratado não tem efeito nas colônias portuguesas, em poder dos holandeses,pois o governo holandês no Brasil recebe a notícia somente em 3 de Julho de 1642. Nesse ínterim, aproveitando-se das circunstâncias, o conde Maurício de Nassau-Siegen amplia os domínios de seu governo e ocupa Sergipe, Ceará e Maranhão, contudo pouco depois, em 28 de fevereiro de 1644, os holandeses são expulsos do Maranhão e concentram suas atenções em Pernambuco. Durante a administração do conde Maurício de Nassau-Siegen, o progresso vigorou de forma impressionante.

As fronteiras foram finalmente estabelecidas do Maranhão à foz do Rio São Francisco. A cidade do Recife passou por inúmeros melhoramentos urbanísticos, como a instalação de duas pontes de grandes dimensões – a primeira ligando Recife à ilha Antônio Vaz e a outra da ilha Antônio Vaz ao continente. Supostamente essas foram as primeiras pontes construídas no Brasil.

Nesse período, Nassau construiu o palácio de Friburgo e a Casa da Boa Vista – um Horto Zoobotânico. Instalou o primeiro Observatório Astronômico das Américas e diversas outras obras de infra-estrutura, como nunca havia se visto na região.

A 22 de maio de 1644, o conde Maurício de Nassau retorna à Europa, após sete anos de governo, por pressão da Companhia das Índias Ocidentais, que desejava imprimir à colônia rumos distintos a seus desejos. Nassau era um mecenas e desejava formar do Brasil holandês, uma nação próspera e forte, governando com justiça e sabedoria. Procurou expandir o comércio, as artes, a indústria e as profissões liberais; incentivou a lavoura e a pecuária. Porém, seu programa de governo, ocasionaria despesas e reduziria os recursos imediatos da Companhia e, por isso, foi desprestigiado .

A finalidade da Companhia era retirar o máximo proveito financeiro da colônia, pouco importando o progresso ou o futuro da mesma, arrancando-lhe tudo o que podia. Após a retirada de Nassau, a W.I.C. passou a extorquir os moradores locais e portugueses. Os colonos, então, procuram salvar suas economias enterrando-as no interior das florestas, o que provocou, cada vez mais, a falta de dinheiro em circulação. Para minimizar essa situação caótica, a Companhia enviou para Pernambuco 27.000 florins em moedas de um soldo, dois soldos e xelins; porém, a situação tornara-se irreversível.

Em 13 de junho de 1645, se inicia a Insurreição Pernambucana e, com ela, avolumou-se cada vez mais a crise monetária, tornando-a prontamente angustiante. O momento era de entressafra do açúcar e não havia dinheiro suficiente nem para pagar as tropas que eram compostas de mercenários de todas as nacionalidades e que estavam à mercê dos ataques das tropas luso-brasileiras. Nesse ínterim, foi declarada a guerra entre Holanda e a Inglaterra (1652-1654). Esse fato favoreceu o Insurreição Pernambucana, visto que a Holanda ficava impossibilitada de socorrer sua colônia no Brasil. Aliás, o Conselho dos XIX da G.W.C. dificilmente enviava recursos à colônia e não seria nesse momento que haveria de fazê-lo.


ARTE HOLANDESA (BRASIL SÉC XVII)

Na virada do século, os portugueses defenderam o Brasil dos invasores ingleses, franceses e holandeses. Porém, os holandeses resistiram e se instalaram no nordeste do país por quase 25 anos (início em 1624).

O Conde Maurício de Nassau trouxe à “Nova Holanda” artistas e cientistas que se instalaram em Recife. Foi sob a orientação de Nassau que o arquiteto Pieter Post projetou a construção da Cidade Maurícia e também os palácios e prédios administrativos.

Embora fosse comum a presença de artistas nas primeiras expedições enviadas à América, Maurício de Nassau afirmou, em carta à Luiz XIV, em 1678, ter a sua disposição seis pintores no Brasil, entre os quais Holandeses, flamengos, alemães, os chamados pintores de Nassau, por não serem católicos, puderam facilmente dedicar-se a temas profanos, o que não era permitido aos portugueses. Em conseqüência disso foram os primeiros artistas no Brasil e na América a abordar a paisagem, os tipos étnicos, a fauna e a flora como temática de suas produções artísticas, livre dos preconceitos e das superstições que era de praxe se encontrar nas representações pictóricas que apresentavam temas americanos. Foram verdadeiros repórteres do século XVII.


Dois nomes desse grupo se tornaram célebres: o de Frans Post (1612-1680) e o de Albert Eckhout (1610-1665). Cabia ao primeiro pintar paisagens e documentar os feitos de Nassau. Ao segundo, retratar os tipos étnicos que encontrasse, além da fauna e da flora que fascinavam os europeus. Pioneiras, as telas de ambos fazem parte da cartilha básica de imagens sobre o Brasil.

FRANS J. POST



Nascido em Haarlen, Holanda (1612-1680), foi pintor, desenhista e gravador. Tinha 24 anos quando chegou ao Brasil, contratado por Nassau, permaneceria até 1644. Era irmão do arquiteto Pieter Post. Sua principal tarefa era nas novas terras do foi documentar edifícios, portos e fortificações. Destacou-se entre os pintores de Nassau: é considerado o primeiro paisagista a trabalhar nas Américas.

Foi autor de cerca de 150 obras, costumava pintar pequenas figuras para funcionar como pontos de atração nos quadros e deixa-los mais interessantes. Vários museus do mundo mantêm em seus acervos obras de sua autoria, no Brasil podemos ver a sua obra no MASP, em São Paulo, MNBA no rio de Janeiro e no Instituto Ricardo Brennand em Recife que conta com 15 obras do artista.


CURIOSIDADE

Vista de Itamaracá, pintado em 1637, é considerada a pintura feita por um pintor profissional mais antiga das Américas – Frans Post


ALGUMAS OBRAS DE FRANS J. POST DO ACERVO DO INSTITUTO RICARDO BRENNAND – RECIFE


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Imagem Frans Post

irb-frans-post-engenho-pe-wikimedia-commons

DE OLHO NO MERCADO

A OBRA MAIS CARA VENDIDA NO MERCADO DE ARTE DE AUTORIA DE FRANS J. POST FOI ARREMATADA NA SOTHEBY´S NEW YORK, EM 30 DE JANEIRO DE 1997 POR 4.512.500 USD , HOJE O EQUIVALENTE A R$ 12.179.237,00 , VEJA ABAIXO E CONFIRA.


Frans Jansz Mensagem

Título vista da cidade e da herdade de Frederik na Paraíba, Brasil

Óleo sobre tela

Ano de Trabalho 1638

Tamanho Altura 23,7 em .; Largura 33,3 pol. / 60,3 centímetros de altura .; Largura 84,5 centímetros.

Misc. Assinado, inscrito

Venda de Sotheby New York: quinta-feira, 30 de janeiro, 1997 [Lote 00010]

Importantes pinturas de antigos mestres

Estime 600.000 – 800.000 USD

Vendido para 4.512.500 USD premium Currency Converter

A ÚLTIMA OBRA DE AUTORIA DE FRANS J. POST VENDIDA NO MERCADO DE ARTE FOI ARREMATADA NA SOTHEB´S LONDRES, EM 09 DE JULHO DE 2014 POR 962.500 LIBRAS ESTERLINAS HOJE O EQUIVALENTE A R$ 4.023.250,00 , VEJA ABAIXO E CONFIRA.


Frans Jansz Mensagem

Título Paisagem no Brasil

Descrição Assinado canto inferior esquerdo: F POST

Óleo no painel do carvalho

20,3 por 26,6 centímetros .; 8 por 10 1/2 in.

A PROPRIEDADE DE UM CAVALHEIRO

Catálogo Nota

Esta é uma de duas pinturas a partir da mesma coleção da família que só muito recentemente veio à luz. O outro, um pouco maior em tamanho e datado de 1663, foi vendido nestes quartos no 4 de julho de 2007, lote 32 (£ 714,400). Ambos foram descobertos apenas depois da edição em Inglês de Pedro e Bea Corrêa do recente catálogo raisonné de Lago da obra de Post tinha ido para press.1

O edifício à esquerda é quase certamente o fim de uma usina de açúcar, provavelmente uma estrutura erguida pelos portugueses e tomado pelos colonos holandeses. Usinas de açúcar similares, construídas de pedra calcária local arcada com abertas empena-ends, pode ser visto em muitas das pinturas de Correios do Brasil. Uma mostrava em grande detalhe está na pintura datada de 1644, pintado por Johan Maurits van Nasau-Siegen, e agora, no Musée du Louvre, Paris.2 No presente trabalho, o edifício além dela para a esquerda, em cima de uma colina , é, sem dúvida, a intenção de ser a casa do moinho-proprietário da. Uma casa de quatro águas-empena semelhante, com uma varanda aberta no primeiro andar pode ser visto em uma pintura Sugar Mill em Recife, Instituto Ricardo Brennand.3 A estrutura acima e à direita é uma capela porched, também, provavelmente, originalmente português. Capelas semelhantes ocorrem em várias das paisagens do post com as usinas de açúcar pintadas no final dos anos 1660, durante o que Corrêa do Lago definido como terceira fase do Post de atividade, e do presente trabalho é provável que pertencem a esta data e phase.4

1. P. e B. Corrêa do Lago, Frans Post (1612-1680), Milan de 2007.

2. Idem, p. 216, n. 59, reproduzido.

3. Idem, p. 292, n. 114, reproduzido, especialmente o detalhe enfrentando página.

4. Para uma capela semelhante ver o Sugar Mill datado de 1667, em São Paulo, a Fundação Maria Luisa e Oscar Americano; idem, p. 279, não. 104, reproduzido

Óleo sobre painel

Tamanho Altura em 8 .; Largura 10,5 pol. / 20,3 centímetros de altura .; Largura 26,6 centímetros.

Misc. assinado

Venda de Londres da Sotheby: quarta-feira 9 julho, 2014 [Lote 00048]

Old Master & Paintings britânicos Evening Venda

Estime 300.000 – 500.000 libras esterlinas (513.874 – 856.457 USD)

Vendido para 962.500 libras esterlinas (1.648.681 USD) premium Currency Converter

Procedência por descendência da família do actual proprietário, desde o século XVIII

Literatura Q. Buvelot, “Revisão de P. e B. Corrêa do Lago, Frans Post, 1612-1680; catálogo raisonné “, no Burlington Magazine, vol. CL, não. 1259, fevereiro de 2008, p. 117, n. 2

ALBERT ECKHOUT (NÃO APRESENTA REGISTRO DE AUTO RETRATO, O MESMO FOI PERDIDO EM INCÊNDIO)


Nascido em Groninger, Holanda (1610-1666), foi artista e botânico, veio para o Brasil em 1637 e permaneceu até 1644, como pintor contratado por Maurício de Nassau. Aqui realizou grande parte de sua obra, nela destacam-se naturezas-mortas com frutas e legumes tropicais, representações dos tipos humanos que habitavam o país e costumes. Ficou fascinado pelo o que encontrou no Brasil.


Quase nenhuma informação sobreviveu a respeito de Eckhout. Ele ficou no Brasil por sete anos, de 1637 a 1644. O que fez antes é nebuloso, assim como o destino que teve após voltar à Europa. Quando os holandeses foram expulsos do Nordeste, Maurício de Nassau levou as telas consigo e as deu de presente ao seu primo, Frederico III, rei da Dinamarca. Isso explica por que elas pertencem ao museu nacional de Copenhague. Dom Pedro II tentou por duas vezes trazer os quadros para o Brasil, mas o máximo que conseguiu foram cópias reduzidas de seis deles.

ALGUMAS OBRAS DE AUTORIA DE ECKHOUT PROVENIENTES DO ACERVO DO MUSEU NACIONAL DE COPENHAGUE







DE OLHO NO MERCADO


NÃO EXISTEM REGISTROS DE VENDA DE OBRAS A ÓLEO DE AUTORIA DE ALBERT ECKHOUT NOS ÚLTIMOS 35 ANOS, MAS PODEMOS ESTIMAR QUE UMA OBRA DELE VALERIA EM TORNO DE 10.416,66 MILHÕES DE USD HOJE O EQUIVALENTE A R$ 28.114,56 MILHÕES DE REAIS, VEJA E CONFIRA MATÉRIA DA REVISTA VEJA DE 18 DE SETEMBRO DE 2002 NO LINK ABAIXO


http://veja.abril.com.br/180902/p_124.html

Boa Leitura !

Martha Burle