Grupo Tambores de Olokun abre oficina para novos integrantes

As oficinas do grupo Tambores de Olokun oferecem novas vagas, com turma especial para iniciantes. O Tambores de Olokun é um grupo que tem como inspiração e referência a linguagem e formação dos maracatus de baque virado do Recife.

A aluna Patrícia Diniz, integrante do Tambores de Olokun.

Criado por um grupo de alunos do percussionista Alexandre Garnizé, que explora em suas aulas as raízes musicais, históricas e religiosas dessa expressão cultural, o grupo carrega a identidade de seu mestre (ou aluno mais antigo, como prefere) e de uma galera que valoriza e respeita as tradições, mas enxerga no contexto da cultura afro-brasileira um universo que abrange muito mais do que o maracatu. Um caldeirão de religiões, instrumentos, ritmos, danças, cantos e línguas que se misturam e influenciam há séculos e, por que não, podem seguir sendo relidas e reinventadas.

Olokun é o orixá dos mares, das águas profundas dos oceanos, elemento que nos separa e, ao mesmo tempo, nos une à África, berço desse universo e matriz das manifestações culturais e artísticas que foram multiplicadas no Brasil.

Foto: Retratista.

Com a intenção de se divertir e mostrar que se toca bem quando se toca com verdade, naturalidade e emoção, Tambores de Olokun vem, desde sua formação, em 2012, crescendo e enriquecendo seu baque e sua personalidade, com influências, referências e fundamentos, originalidade e essência, no som que vem da terra.

As oficinas acontecem no Espaço Moitará, na rua Joaquim Silva 56, 2º andar, na Lapa. Outras informações podem ser obtidas por e-mail, pela página no FaceBook ou pelo site.


Cenas do ensaio do Tambores de Olokun. Imagens: Caio Souza.