Galeria Aymoré abre exposição sobre memória no tempo presente

"Memória Seletiva" é o mais novo projeto da Galeria Aymoré, com vernissage nesta sábado, dia 16, às 20h, e reúne trabalhos de cinco artistas com diferentes poéticas, com curadoria de Gabriela Davies. Carla Chaim, Celina Portella, Marcelo Amorim, Marlene Stamm e Nino Cais têm em comum o fato de viverem em São Paulo, mas contam diferentes histórias utilizando formas diversas para tratar de temas que procuram ressignificar as memórias no tempo presente.

A obra "Maciço 1", de Celina Portella, , 2018.

Carla apresenta um vídeo Presença e a obra Gruta, bastão a óleo sobre papel japonês. Celina, com Maciço 1 e Maciço 3, e a série Oco, traz o movimento e a imagem que ultrapassam os limites, fugindo do enquadramento, procurando outros horizontes. O corpo da artista interage com formas geométricas, maciças, em negro e as envolve, sugerindo uma dança em que ambos os elementos estão absolutamente integrados.

"A Caixa", de Marlene Stamm.

Marcelo, em Escola Normal, usa desenhos em grandes dimensões, aquarelas e uma instalação com frases escritas diretamente sobre a parede para trazer à memória o que era considerada uma escola "normal". Marlene, em Uma hora de luz, captura, registra e reúne em 102 aquarelas o tempo de duração da chama de um fósforo e o que restou. A repetição exaustiva evidencia um trabalho em que o domínio da técnica está aliado à minúcia do método.

A obra "Oco", de Celina Portella.

Nino trabalha com a ideia de suspense – imagens de filmes, palavras carimbadas, peça de roupa enrolada - que sugerem a situação política atual quando não se sabe exatamente o que vai acontecer no momento seguinte, coisas que se escondem, que estão em permanente estado de suspensão.

"Sem título, de Celina Portella.

Os cinco artistas dialogam com a estética e o público poderá observar diferentes técnicas, entre as mais significativas linguagens artísticas.


A Galeria Aymoré fica na Villa Aymoré (Ladeira da Glória 26).


Fotos: divulgação