Galeria Athena inaugura exposições sobre a pintura e o desenho

Na próxima terça-feira, dia 18, às 19h, a Galeria Athena inaugura as exposições "Colapso", coletiva com curadoria do artista Rodrigo Bivar, e "Panapanã", individual do artista português Tomás Cunha Ferreira, que faz sua primeira exposição no Brasil. Em comum, as duas mostras pensam a pintura e o desenho de forma ampliada, em obras que não necessariamente utilizam tinta e lápis, mas que partem da lógica da pintura para construir uma narrativa. Os trabalhos ou são inéditos, em sua maioria, ou recentes e poucos vistos.

Obra de Leda Catunda.

Na sala II, estará a coletiva "Colapso", com obras de Ana Prata, Bruno Dunley, Cabelo, Débora Bolsoni, Leda Catunda, Paulo Whitaker, Rafael Alonso e Rodrigo Andrade.

Obra de Bruno Dunley.

Na sala I, será apresentada, pela primeira vez no Brasil, a obra do artista visual português Tomás Cunha Ferreira, na exposição "Panapanã", que terá obras inéditas, produzidas este ano, que, assim como na mostra "Colapso", utilizam a lógica da pintura. No dia da abertura, Tomás Cunha Ferreira fará uma performance com os músicos brasileiros Domenico Lancellotti e Pedro Sá.

Obra de Debora Bolsoni.

"Colapso" é uma coletiva que propõe uma reflexão a partir da pintura e desenho, que traz quatro artistas da geração dos anos 1980 – Cabelo, Leda Catunda, Paulo Whitaker e Rodrigo Andrade – e quatro artistas de uma geração mais nova – Ana Prata, Bruno Dunley, Debora Bolsoni e Rafael Alonso. "São formas de se pensar a pintura e o desenho por meio das obras de oito artistas", afirma o curador Rodrigo Bivar, que escolheu o assunto por ter familiaridade, por concentrar sua pesquisa nessas técnicas, selecionando artistas que o ajudam a pensar a pintura e o seu próprio trabalho.

Obra de Rafael Alonso.

"Sou artista, e resolvo minhas questões pelo aspecto visual e teórico. E é isso que quis mostrar nesta minha curadoria, uma curadoria por meio da visão dos artistas", diz Bivar.

Obra de Tomás Cunha Ferreira.

Na sala I da galeria estará a exposição individual "Panapanã", do artista visual e músico português Tomás Cunha Ferreira, que nasceu em Lisboa, mas morou no Brasil quando criança. Apesar de o artista ter uma forte relação com o País, tendo realizado, como músico, diversas parcerias com músicos brasileiros, seu trabalho visual será apresentado pela primeira vez no País nesta exposição.

Obra de Tomás Cunha Ferreira.

Na mostra, estarão cerca de 12 obras, sendo a maioria em tecidos, onde o artista propõe interferências, utilizando a lógica da pintura. Em algumas peças, ele introduz elementos como acrílico e arame, e também faz pequenas intervenções em tinta a óleo, aquarela e costuras. "Jogo com os elementos pictóricos, sem me preocupar se estou usando o pincel ou não. Às vezes uso a máquina de costura como pincel", diz o artista.

Obra de Tomás Cunha Ferreira.

O nome da exposição, "Panapanã", significa coletivo de borboleta em Tupi Guarani, e vem da ideia de movimento desses panos.

Obra de Tomás Cunha Ferreira.

As mostras poderão ser visitadas até 20 de julho. A Galeria Athena fica na Rua Estácio Coimbra 50, em Botafogo.


Fotos: divulgação