Exposição de Chichico Alkmim tem últimos dias de visitação no IMS MG

A exposição "Chichico Alkmim, fotógrafo", com curadoria de Eucanaã Ferraz, poeta e consultor de literatura do IMS, apresenta imagens de Diamantina e arredores, produzidas pelo fotógrafo mineiro na primeira metade do século XX. A mostra, que em 2017 passou pelo IMS Rio, e pelo IMS Paulista em 2018, está em cartaz no pavimento superior do IMS Poços.

Francisco Augusto Alkmim (1886-1978) estabeleceu-se em Diamantina depois de viajar por Minas Gerais vendendo joias com o pai. Ao chegar, encontrou uma cidade que já se distanciava dos dias de glória do período da farta exploração de diamantes. Chichico registrou as mudanças nesse universo, que flutuava entre a modernização e a tradição, fotografando a paisagem e seus habitantes. Sua atividade chegou até meados dos anos 1950.

Ao contrário de muitos fotógrafos com estúdios pelo interior do Brasil nesse período, Chichico nunca se limitou a retratar apenas a burguesia diamantinense. Teve como frequentadores de seu estúdio os trabalhadores ligados ao pequeno garimpo, ao comércio e à indústria e também fotografou casamentos, batizados, funerais, festas populares e religiosas, paisagens e cenas de rua.

De acordo com Eucanaã Ferraz, no texto que abre o catálogo da exposição,"Chichico é daqueles fotógrafos que parecem ter o poder de fazer vir ao primeiro plano a vida de seus modelos. E é patente a densidade existencial que se expressa no conjunto de características físicas que chamamos fisionomia, compreendida como a realização momentânea de um destino".

A obra de Chichico Alkmim é composta por mais de 5 mil negativos em vidro e algumas dezenas de fotografias originais de época. Desde 2015, seu acervo está depositado em comodato no Instituto Moreira Salles.


Eucanaã Ferraz (1961) é professor de literatura brasileira na UFRJ e consultor de Literatura do Instituto Moreira Salles.


A exposição pode ser visitada até 28 de julho. O IMS Poços de Caldas fica na Rua Teresópolis 90.