Exposição comemorativa do "Dez ao Cubo" chega ao Rio neste sábado

As celebrações dos cinco anos do grupo "Dez ao Cubo" continuam, ou melhor, seguem viagem. Depois de uma primeira exibição em Juiz de Fora, a exposição comemorativa "100 ao Cubo" aporta no Rio de Janeiro, neste sábado, dia 15, no Espaço do Artista, no Centro, com vernissage das 11h às 16h. O evento será (ainda mais) animado pela apresentação da Banda Varda.

O cubo de Maria Cherman.

Os primeiros dez artistas a serem "elevados ao cubo" foram Osvaldo Carvalho, Maria Cherman, Rafael Vicente, Ilcio Arvellos, Luiz Carlos Carvalho, Petrillo, Fernando Borges, Paulo Mendes Faria, Ricardo Pimenta e Roberto Tavares. Mas desde o início esses talentos que formariam o Dez ao Cubo estavam decididos a se multiplicar. Não por acaso, o grupo celebra seus cinco anos de trajetória com uma coletiva que reúne 100 artistas.

Obra de Luiz Carlos Carvalho.

Dez ao Cubo – Cem

Criado em 2014, o grupo Dez ao Cubo realizou ao longo de quatro anos dez exposições coletivas. Desde a primeira, na Galeria Hiato em Juiz de Fora (MG), até a mais recente, no Centro de Artes Calouste Gulbenkian (RJ), passando por duas mostras internacionais, Paris (França) e Lisboa (Portugal), o grupo reuniu em seus eventos mais de 200 artistas.

Tela de Osvaldo Carvalho.

Para comemorar seus 5 anos de formação, o coletivo propõe uma exposição com 100 artistas, com obras em pequenos formatos, em dois momentos - primeiramente na Hiato, em Juiz de Fora, galeria que acolheu a primeira mostra do grupo, e em seguida no Espaço do Artista, Centro do Rio.

Os cubos de Fernando Borges.

Semelhante a todo grande movimento, a reunião dos artistas surgiu de uma controvérsia sobre a autenticidade de faturas, ou melhor, quem foi o primeiro a "pensar" o cubo? E o que parecia apenas uma questão dialética de menor monta, indissolúvel mesmo, acabou por encontrar quem se propusesse a ser "herdeiro" único do referido poliedro regular.

Tela de Rafael Vicente.

Gracejos à parte, a reivindicação de posse de algo hoje tão arraigado ao DNA humano pareceu um despropósito inconcebível de tal ordem que impulsionou dez artistas a se juntarem na causa de se manifestarem por meio do mote das infinitas possibilidades de se examinar, externar e explicitar a configuração cúbica.

Obra de Paulo Mendes Faria.

Dez ao Cubo é o grupo mais inclusivo dos últimos anos no cenário nacional das artes, sem que tenha sido alardeado ou mesmo propagandeado, posto que suas próprias iniciativas se mostraram pertinentes às mentalidades artísticas que buscam atuações sem barreiras ou fronteiras.

O cubo de Roberto Tavares.

Peça de Ricardo Pimenta.

Dada sua constância, essa atitude despojada vem inspirando outros espaços a se mobilizarem a se abrirem para todos. Mesmo espaços notadamente comerciais estão se orientando no sentido de agregar, mais que pontuar (vide a recente convocatória feita pela Galeria Carpintaria).

Obra de Petrillo.

Dez ao Cubo, por seu caráter, não inovador, mas pertinaz e fiel ao programa de inclusão nas artes, é hoje referência que precisa ser explanada para um público cada vez mais interessado em se sentir parte da cena cultural contemporânea.

Osvaldo Carvalho

O cubo do artista Ilcio Arvellos.

Obra de Lígia Teixeira.

"100 ao Cubo" poderá ser visitada até 03 de agosto. O Espaço do Artista fica na Rua do Rosário 38.


Fotos: divulgação