"Disco extensível (de parede)", de Carlos Bevilacqua, na Carbono

A obra "Disco extensível (de parede)", de Carlos Bevilacqua, pode ser vista na Carbono Galeria, em São Paulo. A peça pertence ao largo argumento escultórico do artista, que faz uso de fios de aço para expressar com linhas e pontos a sugestão de planos e volumes. A madeira muitas vezes serve como suporte para esta linguagem.

Na parte superior da haste habita um círculo de fio de aço disposto por uma solução, que o artista chama de mecânica-plástica. Este círculo sugere um disco, e no momento que ocorre a mecânica-plástica se estende uma linha com um ponto na extremidade, e este ponto aciona um espaço e transforma o círculo em disco.


Carlos Bevilacqua (Rio de Janeiro, 1965), vive e trabalha no Rio de Janeiro. O artista trabalha com esculturas e instalações. Utilizando-se de diversos materiais, busca alcançar a estabilidade na convivência das partes de seus pequenos universos, tensionados no espaço como forças de um campo que hora se repelem, hora se atraem. Esse jogo de contradições se estabiliza assim que suas obras alcançam o refinamento que lhes é característico, assim como um perfeito equilíbrio formal.

Ao empregar formas sintéticas e primárias como a linha e o ponto em madeira ou aço, seus trabalhos sugerem uma maturidade imediatamente colocada em xeque pelo seu semblante lúdico, remetendo-nos a referências históricas da arte, como os mobiles de Calder e as esculturas de Miró.


O tempo (dinâmico ou lento) e o vazio são outros pilares que racionalizam suas obras para interromperem o espaço harmoniosamente.


Sua obra integra o acervo de importantes instituições, como da Funarte (Rio de Janeiro), Inhotim (Minas Gerais), MAM - Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e MAC USP - Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.


É representado em São Paulo pela Galeria Fortes D'Aloia & Gabriel.


A Carbono Galeria fica na Rua Joaquim Antunes 59, no Jardim Paulistano.