Carmen Slawinski expõe na Light Art Rio, no Oi Futuro, no Flamengo

Atualizado: 7 de Jul de 2019

A artista carioca Carmen Slawinski expõe no Light Art Rio, ao lado de Alexandre Mazza e Anaisa Franco, no Oi Futuro, no Flamengo. A exposição tem curadoria de Fernanda Vogas e o vernissage acontece neste domingo, dia 07, às 15h.

A artista Carmen Slawinski.

Carmen participa com a instalação sensorial de light art - obra cinética "A Cor que Habito", em que planos de fios brancos iluminados delimitam campos de cor-luz, criando diferentes composições. E mergulhado na cor, percebe a relação entre elas, "as sensações das cores".

Obra de Carmen Slawinski.

A artista explica que, para Goethe, a sensibilidade não é apenas receptividade, mas também impulsividade. As cores devem ser interpretadas duplamente como paixão e como ação da luz.


Tomando como ponto de partida o uso da luz para alterar a percepção dos espaços na arte contemporânea, os trabalhos dos artistas exploram temáticas de cor, tempo, luz artificial, projeção e tecnologia. De instalações a esculturas, os visitantes experimentarão a luz em suas diversas formas sensoriais e espaciais.

Obra de Alexandre Mazza.

O artista Alexandre Mazza vai apresentar trabalhos de diferentes épocas que possuem como unidade a água. A obra "Água-viva", de 2012, propõe ao visitante uma reflexão sobre a relação do natural e do artificial. A obra "Bússola", de 2017, foi pensada durante uma expedição imersiva de 20 dias do artista no Salar de Uyuni, a maior planície de sal do mundo, na Bolívia, e traz a imagem de uma bússola boiando em um riacho sobre uma rolha de cortiça, em busca de orientação.


As obras "Águas I, II, III e IV", de 2019, expressam a força e a potência de uma queda d'água contínua de cachoeiras. Atualmente, o artista também apresenta a exposição "Somos sua luz", na Luciana Caravello Arte Contemporânea, em Ipanema, até o dia 13 de julho.


Já Anaisa Franco vai apresentar a obra "Sistema circulatório", uma escultura de luz que é conectada à internet por um software que mapeia todo o tráfego das companhias aéreas. O software cria centenas de linhas de luz que representam todas as rotas dos aviões que estão voando, em tempo real, por todo o planeta. No ser humano, o sangue circula, transporta e entrega os nutrientes e oxigênio necessários para as células. A obra cria uma metáfora entre a circulação do corpo humano, que distribui nutrientes e oxigênio, e o transporte aéreo, que conecta distâncias e culturas.

Anaisa Franco

Fernanda Vogas (idealizadora e curadora) é mestra em Artes Visuais pelo PPGAV - UFRJ e graduada em Comunicação Social. Foi aluna da Escola Massana - Centre d’Art i Disseny, em Barcelona, e frequentou as aulas de Filosofia dos professores Francisco Elia e Ivair Coelho. Seu currículo apresenta filmes experimentais premiados e exibidos no GöteborgInternationalFilm Festival (Suécia), Copenhagen Art Festival (Dinamarca), TousEcrans Festival (Suíça), Festival Internacional delNuevo Cine Latinoamericano (Cuba), CefalùFilm Festival (Itália), entre outros.


Em 2010 foi selecionada para participar do projeto Gesamt, filme-instalação idealizado pelo cineasta Lars Von Trier. Disaster 501: WhatHappenedto Man?. Em 2017 criou o Acusmática Visual, ao lado do artista espanhol Xabier Monreal, um projeto de arte sonora com participações em festivais como o FILE - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (2018), Bogotá Short Film Festival (2018), Arquivo em Cartaz (2018) e Mostra do Filme Livre (2018).


Artista plástica e lighting designer, Carmen Slawinski expôs seus trabalhos de pintura em Paris, Mônaco, Cagnes Sur Mer e La Garde. Em 1993, a luz entra na sua pintura e expõe no Centro Cultural Cândido Mendes (Ipanema), em 1996, e no Museu Nacional de Belas Artes, em 1998. Criou em 1999/2000 iluminação cinética para a fachada do Centro Cultural Banco do Brasil, do Rio.


Em 2002, fez a iluminação "Alice e o Barão na Cidade Maravilhas", no interior do túnel da rua Alice, ligando Laranjeiras ao Rio Comprido. Em 2008 realizou a instalação "Contenções", no Centro Cultural Parque das Ruínas. Em 2013, apresentou a obra "Tecendo planos com fios de luz", no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio. Em 2015, criou o projeto de iluminação do Projeto Paixão de Ler, no Museu de Arte do Rio-MAR.

Carmen Slawinski

Com formação musical, Alexandre Mazza trabalhou durante 18 anos como baixista e compositor, e passou a se interessar pela luz e pela eletricidade. Desde 2008 se dedica somente ao que chama de "multiplicação da luz", utilizando diversos materiais, como espelhos, vidros, metais, lâmpadas, acrílicos e madeira. É principalmente por meio dos objetos que o artista confronta seus espectadores com jogos visuais: com o que se vê e o que se acredita ver, com o que está ali e o que se imagina estar.


Indicado ao prêmio Pipa em 2012 e 2014, o artista já apresentou seus trabalhos em exposições no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM RJ), no Centro de Artes Hélio Oiticica, na Caixa Cultural do Rio de Janeiro, entre outros. Suas obras estão em diversas coleções privadas e públicas como a do MAM RJ e do Museu de Arte do Rio (MAR).


Anaisa Franco cria interfaces que ligam o físico com o digital, utilizando conceitos da psicologia e das ciências cognitivas. Desde 2006 tem desenvolvido trabalhos em Medialabs, residências e comissões em instituições. É mestre em Arte Digital e Tecnologia pela Universidade de Plymouth, na Inglaterra, financiada pela Bolsa Alban, e bacharel em Artes Plásticas pela FAAP, em São Paulo.


Tem exibido internacionalmente em exposições como 5th Seoul International Media Art Bienalle, em Seoul, na Korea, ARCOmadrid, Vision Play no Medialab PRADO, Sonarmática, no CCCB, em Barcelona, Espanha. Tekhné no MAB e Mostra LABMIS em São Paulo, Live Ammo, em Taipei, entre muitas outras.


A exposição poderá ser visitada até 28 de julho. O Centro Cultural Oi Futuro fica na Rua Dois de Dezembro 63, no Flamengo. A entrada é franca.