Betina Samaia e Claudio Edinger mostram suas releituras da Toscana

"Toscana: caminhos e constrastes" é a mais nova mostra dos fotógrafos Claudio Edinger e Betina Samaia, com obras exclusivas realizadas em recente viagem à Toscana. A exposição, que ocupa a Carbono Galeria, em São Paulo, pode ser visitada até dia 29 de junho.

"Toscana 01" (2019), de Betina Samaia.

Para Betina Samaia (São Paulo, 1964), os recursos do equipamento fotográfico também contribuem para uma sofisticada investigação imagética. A fotógrafa não se interessa por aquilo que se pode facilmente perceber, seu olhar busca o recôndito. Na série Toscana, utilizou uma câmera em que os parâmetros, especialmente transformados, possibilitam a captura de um espectro de luz inalcançável a nossos olhos. Se o olho humano encontra limites, os caminhos de pesquisa da diligente fotógrafa os supera. A refração da luz infravermelha nos objetos é capturada nas imagens, propondo assim uma nova relação entre cores e tons.

"Sem título" (série Machina Mundi - Toscana) 2018, de Claudio Edinger.

Betina inicia sua pesquisa fotográfica durante a década de 1970. A partir de 2007, dedica-se exclusivamente à fotografia quando expõe no Centro Cultural da Caixa Econômica em São Paulo. Participa de diversas exposições, em destaque as mostras no Paço das Artes e no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo; no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro; no La Quatriéme Image e no Espace des Arts Sans Frontières, em Paris; e no Le Magazyn, em Los Angeles. Suas obras são apresentadas na SPArte/Foto desde 2010.


Ela é autora de dois livros com ensaios fotográficos: Azul (2015) e Noite Afora, Noite Adentro (2017). Esses ensaios evidenciam seu atual interesse pela captura fotográfica de paisagens distintas durante a noite, que possibilitam a criação de uma atmosfera inefável e onírica. É formada em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), 1988.


Em sua pesquisa recente, Edinger (Rio de Janeiro, 1952) tem explorado o recurso conhecido como foco seletivo, que permite reunir no mesmo quadro a abrangência da paisagem – que na generosa ampliação quase encapsula também o espectador – com a riqueza para detalhes de elementos ou áreas selecionadas. A série intitulada "Machina Mundi", que já rendeu um livro de mesmo nome, apresenta imagens aéreas de locais visitados pelo fotógrafo.


Sua primeira exposição é realizada no MASP em 1975 e, no ano seguinte, muda-se para Nova Iorque, onde permanece durante 20 anos. Trabalha como fotógrafo para inúmeros veículos, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Time, Newsweek, Rolling Stones e Life Magazine.


Edinger tem participado de inúmeras exposições no Brasil e no exterior, que incluem mostras no International Center of Photography (Nova York); Centre Georges Pompidou (Paris); Museu de Arte Contemporânea (São Paulo); Museu da Imagem e do Som/MIS-SP; e Centro Cultural do Banco do Brasil (RJ).


O fotógrafo 18 livros, destacando-se os premiados Chelsea Hotel (1984) e Venice Beach (1985). Seu livro mais recente, Machina Mundi, é lançado em 2017. Foi contemplado em sua longa carreira com inúmeros prêmios: Leica de Excelência em 1983 e 1985, Prêmio Ernst Haas em 1990, Prêmio Higashikawa em 1999, Prêmio Porto Seguro em 2007 e 2011, e Prêmio Hasselblad em 2011.


Suas obras integram importantes acervos como o International Center of Photography de Nova York; Itaú Cultural, Museu de Arte Moderna e Museu de Arte Contemporânea em São Paulo; e o Maison Européene de la Photographie, em Paris. Em Nova York ministrou cursos no International Center of Photography, e, durante 15 anos, na The New School/Parson’s School of Design.


A Carbono Galeria fica na Rua Joaquim Antunes 59, no Jardim Paulistano.


Fotos: divulgação